Facebook, Instagram, Tiktok e Kwai fazem guerra pela sua audiência

Em 2006, o orkut dominava as redes sociais, onde o barato era saber quem tinha visto seu perfil e suas fotos, assim era possível detectar o interesse das pessoas em sua vida. Era uma espécie de mãe de santo digital onde era possível saber da vida de todo mundo em poucos cliques.

Em 2007, o facebook rapidamente se torna uma febre por sua capacidade de compartilhamento de conteúdo e likes.

O ano registrou mais de 50 milhões de pessoas conectadas ao Facebook, que recebia uma “ajuda” da Microsoft – a gigante de softwares comprou 1,6% de participação na rede social. Outra mudança, já de olho em dispositivos móveis, foi a inclusão do celular como forma de acessar o site e de publicar e visualizar imagens enviadas por amigos.

Também foi nessa época que os aplicativos começaram a ser integrados ao Facebook, o que permitiu outro tipo de interação com amigos. Foi a partir daí que posteriormente surgiram fenômenos como “Farmville”, um dos games de maior sucesso na rede social, e “Mafia Wars”, que permitiam compartilhar feitos ou pedir ajuda aos amigos da rede social. No aplicativo “Trip Advisor”, por exemplo, era possível mostrar para onde o usuário já tinha viajado.

Em 2008, toda publicação chegava organicamente na base de seguidores. O trabalho das agência era criar o maior volume de posts possível e conseguir mais seguidores.

Foi em 2008 que o Facebook ultrapassou o MySpace e Orkut, e se tornou a rede social com maior quantidade de usuários do planeta. Em outubro daquele ano, eram 100 milhões de pessoas conectadas.

O site também mudou o design das páginas no que foi chamado de “Novo Facebook” (“The New Facebook”, em inglês). Uma novidade era o recurso de abas, que levava o visitante de um perfil a área de notícias, às fotos e vídeos de um usuário, etc.

Neste mesmo ano, o Facebook criou a ferramenta de bate-papo e lançou um aplicativo para iPhone. Até então, só era possível entrar na rede social pelo navegador do celular, mas o acesso era lento e com menos opções do que a versão para computadores.

Em 2009, surgem os primeiros games para redes sociais e anúncios nesses games. O primeiro game de sucesso foi “Farmville”. As fazendinhas que exigiam atenção constante dos usuários viraram febre, e as páginas dos usuários acabavam lotadas de pedidos de ajuda para conseguir itens e animais.

No ano em que teve lucro pela primeira vez desde o seu lançamento, o Facebook criou o botão Curtir, o famoso ícone do polegar para cima utilizado até hoje.

Em 2010, Facebook registrou 500 milhões de usuários em julho, sendo que mais de 100 milhões desses acessavam a rede social por smartphones. Houve uma limpeza no visual do site, melhorando alguns dos elementos que confundiam alguns usuários. Muito do estilo adotado na mudança de 2008 foi mantido.

A criação da ferramenta de detecção de rostos aumentou o compartilhamento de imagens e possibilitou a marcação de amigos em fotos, fazendo que elas aparecessem em seus murais.

Recursos como o “Places”, um serviço de check-in similar ao Foursquare, e as enquetes também foram lançados, mas sem muito sucesso.

2010 também marcou o lançamento do filme “A rede social”, que conta a história da criação do site e todas as desavenças entre Zuckerberg e os cofundadores da rede.

Em 2010, surge um concorrente de peso ao facebook chamado Instagram. O Instagram foi criado por Kevin Systrom e pelo brasileiro Mike Krieger, poucos meses depois, a rede social se tornou um dos aplicativos mais promissores da App Store. No final da primeira semana, o Instagram havia sido baixado 100.000 vezes e, em meados de dezembro, o número de usuários havia atingido a marca de um milhão.

Em março de 2012, a base de usuários do aplicativo havia aumentado para 27 milhões. Em abril, o Instagram foi lançado para smartphones Android e foi baixado por mais de um milhão de vezes em menos de um dia. Na época, a empresa também estava perto de receber uma nova rodada de financiamento com uma valorização de US$ 500 milhões.

Em abril de 2012, o Facebook fez uma oferta para comprar o Instagram por cerca de US$ 1 bilhão em dinheiro e ações, com a disposição essencial de que a empresa continuasse sendo gerenciada de forma independente. Pouco tempo depois e pouco antes de sua oferta pública inicial, o Facebook adquiriu a empresa pelo valor histórico de US$ 1 bilhão em dinheiro e ações.

A partir desse monopólio, o facebook corp. inc. surge e adquire outras corporações:

Em 2013, o Facebook aduiriu o Onavo, uma empresa israelensede análise da internet móvel.

Em 2014, o Facebook adquiriu mais duas grandes empresas, o WhatsApp por mais de $19 bihões e o Oculus VR por mais de $ 2 bilhões.

Em 2019, o Facebook adquiriu a Beat Games, uma desenvolvedora de jogos em realidade virtual, subsidiaria da Oculus VR

Em maio de 2019, Facebook funda a Libra Networks, supostamente, a fim de desenvolver sua própria criptomoeda. Em desenvolvimentos recentes, foi relatado que Libra está sendo apoiado por empresas como VisaMastercardPayPal e Uber. Além da criptomoeda, também está em desenvolvimento uma carteira de criptomoedas (inicialmente denominada “Calibra”, mudou o nome para “Novi”) e uma rede de criptomoedas.

Em dezembro de 2020, o Facebook mudou o nome de sua criptomoeda de “Libra” para Diem.

Com tanto poder o facebook passa a restringir a entrega das postagens aos usuários e cobrar de seu anunciantes o investimento em impulsionamento para atingir as pessoas que elas tem como seguidores. O trabalho das agências de marketing passa a  criar anúncios que cheguem ao público certo e medir a capacidade de leads capturados.

Como tudo que é lucrativo pode ser copiado, um chinês resolveu criar o TIK TOK , uma ferramenta para incomodar o Mark dono do facebook que carinhosamente vou chamar de Marquinho nesse artigo.

Quem é o criador do TikTok?

A mente criativa por trás do TikTok é um engenheiro de software chinês com 36 anos, Zhang Yiming. O engenheiro é formado pela Nankai University em Tianjin, China. Zhang nasceu em 1983 na província de Fujian.

Marquinho tentou contra-atacar criando novos filtros e ferramentas no facebook e instagram para não perder sua audiência. Até na justiça americana o TIKTOK sofreu. O TikTok foi multado em US$ 5,7 milhões nos Estados Unidos em fevereiro de 2019 por coletar ilegalmente dados pessoais de menores de 13 anos, incluindo seus nomes, e-mails e endereços.

Quanto o dono do TikTok faturou em 2020?
ByteDance, a empresa dona do TikTok, faturou R$ 172,7 bilhões em 2020. A a empresa dona do aplicativo TikTok, aumentou seu faturamento bruto em 93%, enquanto a receita total cresceu 111% em relação ao ano anterior.
Agora você entendeu porque o Marquinho dono do facebook e instagram ficou tão chateado com o TIKTOK?

Para  acirrar ainda mais essa guerra, surge o Kwai.Em 2017, Su Hua, fundador de uma startup chinesa chamada Kuaishou Technology, estava prestes a fechar o maior negócio de sua carreira: a aquisição de um novo serviço de vídeo que se tornaria o TikTok. Mas a arquirrival ByteDance venceu a disputa com uma oferta melhor, e Su perdeu o que se tornou um fenômeno global. Os aplicativos internacionais da Kuaishou incluem o Kwai, o SnackVideo e o Zynn. O Kwai, produto de exportação de maior sucesso e o gêmeo internacional da plataforma doméstica, foi baixado mais de 76 milhões de vezes no primeiro semestre de 2021 em países como Brasil e México, enquanto o SnackVideo conquistou seguidores em mercados como Indonésia e Paquistão.

Cerca da metade de seus 150 milhões de usuários estrangeiros mensais agora vêm da América Latina, um dos principais mercados do TikTok. No início deste ano, a empresa de Su fechou um acordo para patrocinar a Copa América 2021. Também se comprometeu a gastar US$ 10 milhões para incentivar criadores de conteúdo esportivo no próximo ano.

Como todas as empresas de tecnologia da China, Kuaishou tem motivação extra para se expandir no exterior enquanto o governo chinês aumenta o controle sobre o mercado doméstico. Autoridades chinesas têm se concentrado em líderes como Tencent Holdings e Alibaba Group, mas a incerteza sobre as regulamentações futuras provocou uma onda vendedora no mercado. A ação da Kuaishou quase quadruplicou depois do IPO e agora está perto do preço da oferta.

Orquestrando o impulso da empresa no exterior está o vice de Su, Tony Qiu, um ex-investidor da Bain Capital e executivo da Didi que ajudou a gigante chinesa a crescer no Brasil. Desde que entrou na Kuaishou em agosto passado, tem colocado seu conhecimento do mercado local à prova, liderando uma equipe com contratações de talentos do Google, Netflix e TikTok. Em abril, a Kuaishou também deu as boas-vindas a Wang Meihong, um ex-engenheiro sênior do Facebook, para supervisionar a tecnologia de seus produtos globais.

Com uma guerra pela audiência e atenção do usuário vemos facebook, instagram, whatsapp, wase, tiktok, kwai, google  e youtube brigando pelo tempo consumido pelo internauta. E como ficam as agências de marketing nessa disputa?

O papel das agências é criar a melhor estratégia possível dentro do orçamento do cliente para ter o resultado ideal.

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